22 Ensinamentos de Stephen King

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Stephen King – Renomado escritor de histórias imortalizadas em livros e também para o cinema. Cativa milhares de fãs ao redor do mundo. Um dos meus autores favoritos, escreveu um dos meus prediletos Revival, é também é autor da obra o Iluminado que se tornou um dos meus filmes favoritos Com 22 dicas coletadas em entrevistas com o autor podemos nos deliciar com seus conselhos regados com muita ironia e veracidade.

1. Não perca o seu tempo tentando agradar as pessoas

Segundo King, perder tempo se preocupando com grosserias, deveria ser o menor de nossos problemas. “Se você pretende escrever da forma mais verdadeira possível, seus dias como membro da sociedade bem-educada estão com os dias contados”. O autor chegava a se envergonhar do que escrevia, especialmente depois de receber cartas que o acusavam de ser preconceituoso, homofóbico, sanguinário e até mesmo preceituoso. Muito tempo se passou, até que por volta de seus 40 anos percebeu que todo bom escritor já foi acusado de não possuir talento algum ou passou por uma enxurrada de críticas. O que muitas vezes acontece é que as pessoas confundem os personagens criados pelos escritores como sendo os próprios escritores. Ele nos diz que: “se você não aprova o que escrevo, posso apenas dar os ombros. É só o que tenho.”Assim, ensina que temos que desenvolver a capacidade de não nos importar já que é humanamente impossível agradar todos os leitores.

2. Pare de assistir televisão. Ao invés, leia tanto quanto puder.

Se você é escritor, aspirante a ser ou se considera um, sua televisão deve ser uma das primeiras coisas a serem eliminadas. Segundo King ela funciona como veneno para a criatividade. Os escritores precisam olhar para dentro de si mesmos e direcionar a atenção à vida da imaginação. Com isso, devemos ler o máximo possível , King leva um livro a todo lugar que vai e lê até mesmo durante as refeições. “Se você quiser ser um escritor, deve fazer duas coisas acima de tudo: leia muito e trabalhe constantemente para refinar e redefinir seu trabalho enquanto lê.”

3. Escreva principalmente para si mesmo

Você deve escrever porque isso o torna feliz, completo e dá sentido a sua existência. Agora se você escrever para tentar alcançar o topo dos livros mais vendidos, para ter fama e ficar sob os holofotes, esqueça, escrever tem haver com satisfação pessoal que esta pode levar ou não para uma satisfação do público que o lê. King lembra que: “Escrevo pelo puro prazer do ato se você puder escrever por prazer, você pode escrever pra sempre. Há outro autor que escreve isso de forma semelhante:” Encontre um assunto com o qual se importe e que sinta que os outros também se importem Este é o principal ingrediente e o não o seu jogo de palavras- o mais sedutor e cativante elemento em sua escrita.

4. Prepare-se para mais falhas e criticas do que puder lidar.

King compara a arte de escrever como a tentativa de atravessar o Atlântico em uma banheira, pois em ambos terão inúmeras oportunidades para duvidar de si mesmo como também haverá outros duvidando da gente. Ele nos lembra de que em qualquer atividade que escolhermos nos dedicar seja escrever, dançar, pintas, esculpir, cantar, alguém irá tentar nos fazer sentir mal por isso.“Interromper um trabalho só porque ele é complicado, seja por motivos emocionais ou por bloqueio de criatividade é uma má ideia”. Ele continua afirmando que quando falharmos, o otimismo deve brotar. Ele é a resposta perfeita perante à falha.

5. Enfrente o que for mais complicado de escrever.

Mas ele nos lembra: ”As coisas mais importantes são as mais difíceis de serem ditas. A maioria das grandes obras é precedida de horas de reflexão e ele nos lembra que a escrita é o pensamento mais aprimorado que um ser humano pode ter. Quando iremos adentrar em assuntos complexos e complicados de serem digeridos, vá fundo, pise no acelerador e não tenha medo de adentrar por temas desconhecidos. King nos diz: “ Estórias são relíquias, partes de um desconhecido mundo pré-existente”. Os escritores deveriam ser como arqueologistas que escavam por tanta história quanto puderem encontrar.

6. Ao escrever desconecta-se do mundo exterior.

A todo o momento estamos sendo bombardeados por estímulos que provém de nossas redes sociais que quase imploram para que sejamos ativos e ávidos participantes instantâneos. A escrita deve uma atividade intima, coloque sua mesa no canto de uma sala e elimine toda a possibilidade de distração, desde telefone, janelas abertas, ele aconselha escrever com a porta fechada e reescreva com a porta aberta. Ou seja, ao escrever, mergulhe de cabeça em seu mundo interior, mais ao reescrever se deixe abraçar com alguns fragmentos do mundo exterior. Deve-se tentar manter o máximo de privacidade entre você e o seu trabalho, o primeiro rascunho é como uma carne crua, o tipo de coisa que devemos nos sentir livres para desenvolver de portas fechadas é uma história nua, vestida apenas de meias e roupas intimas, brinca King.

7. Não seja pretensioso.

“Uma das coisas realmente ruins que você pode fazer ao seu trabalho é rebuscar o vocabulário à procura de palavras longas por estar ligeiramente envergonhada de usar as curtas”. O autor compara este erro ao tentar vestir um animal de estimação em trajes de gala, ambos o animal e o dono estarão constrangidos pelo excesso. Desta forma, use uma linguagem de acordo com a história, sem abusar de palavras complicadas jargões, frases de impactos que soaram falsos e deixaram a sua história com ar de artificial e pouco verossímil.

8. Não exagere com a preocupação da gramática.

De acordo com King, escrever é principalmente sobre sedução e não precisão. “A linguagem não deve sempre usar gravata e sapatos finos”. A ficção não se trata de exatidão gramatical, mas sim de fazer com o que leitor esteja receptível e confortável para então você pode contá-la. Você deve concentrar-se em fazer o leitor esquecer que de fato esta lendo uma estória.

9. Evite advérbios e parágrafos longos.

Conforme o autor enfatiza diversas vezes que os advérbios não são os nossos amigos. Ele acredita que a estrada que leva ao inferno é pavimentada por advérbios. Os compara a dentes – de – leão que estragam seu gramado. E são ainda piores após frases com “Ele disse” e “ Ela disse”- frases estas que funcionam melhor sem nenhum tipo de complemento. Você deve prestar atenção em seus parágrafos para que eles fluam pelas reviravoltas e sobressaltos que a estória contada tempera por si só. “Parágrafos são quase sempre igualmente importantes por sua estética e pelo que dizem”.

10. Domine a arte da descrição.

“A descrição começa na imaginação do escritor, mas deve encerrar na mente do leitor” nos lembra King. A parte importante é escrever o suficiente, visualizar a experiência que quer o que o leitor tenha e então transcrever o que vier à mente em palavras. É preciso escrever de uma forma que vá proporcionar ao leitor uma sensação de pertencimento. A chave para uma boa descrição é a clareza, tanto na observação quanto na escrita. Utilizar imagens claras e vocabulário simples a fim de evitar que o leitor se sinta exaurido. “Em muitos casos quando o leitor abandona uma estória porque acha ela entediante, tal sensação se dá porque o autor se inflou com seus poderes de descrição e perdeu de vista suas verdadeiras prioridades, que seria manter o andamento da estória”.

11. Conte histórias sobre o que as pessoas realmente fazem.

Uma escrita ruim é nada mais é do que péssima sintaxe ou má observação. Uma escrita ruim geralmente surge de uma forte recusa em contar histórias sobre o que as pessoas realmente fazem- encarar o fato, digamos, de que os assassinos ás vezes, ajudam senhoras idosas a atravessar a rua”, pode parecer estranho ou não, tudo depende da descrição, escreve King. Os personagens e as pessoas por trás deles são o que mais importam aos leitores, é que traz a sensação de pertencimento, acolhimento e de humanidade. Certificar-se de que se tenha conhecimento de todas as dimensões que os personagens possam adquirir é um dom a ser desenvolvido.

12. Não dê informação demais.

“O que você precisa lembrar é que existe uma diferença entre falar sobre o que você sabe e usar e isso para enriquecer uma história, saber o que é bom e ruim”. Incluir apenas detalhes que levem a trama para frente a fim de que motivem o leitor a continuar lendo. Detalhes demais, informações demais deixam o livro denso e difícil de ser digerido. Há detalhes que devem ser percebidos e criados pelo próprio leitor. Como criar um personagem extremamente detalhado pode deixar o leitor se sentindo vazio de imaginação, o leitor gosta de criar uma imagem mental do personagem e dos lugares que está lendo, assim seja delicado com os detalhes e os use com moderação. Outra dica que o autor nos lembra de que ao usar uma pesquisa é preciso tomar cuidado para não ofuscar a história.“ Pesquisas devem ficar no máximo de pano de fundo e no contexto’. Você pode até sentir intrigado com está aprendendo, mas os seus leitores vão se importar bem mais com os personagens e com a história que você criou.

13. Corra riscos; não fique só naquilo que é seguro.

O autor nos lembrar de parar de usar a voz passiva, este é o maior indicador de medo. “Eu estou convencido de que o medo é o maior responsável por uma escrita ruim”. King nos lembra: “Escritores devem endireitar os ombros, levantar a cabeça e deixar a escrita comandar”. Ele nos diz que devemos experimentar tudo o que quisermos, por mais que achemos chocante ou sem sentido. Se funcionar, ótimo, se não esqueça e parta para a próxima ideia.

14. Não tente roubar a voz de alguém.

O autor nos lembra que não podemos ver um livro como um míssil a ser lançado. Ou seja, quando copiamos o estilo de um outro autor por qualquer razão que seja admiração, inspiração ou até mesmo inveja, a produção será apenas uma pobre imitação. Isso acontece porque não se pode recriar a forma como se degusta uma verdade, tentar imitar outro escritor ou artista é como espiá-lo através do olho mágico.

15. Perceba que você não precisa de drogas para ser um bom escritor.

“A ideia de que o esforço criativo e de que as substâncias que alteram a mente estão ligadas é um grande mito pop-intelectual do nosso tempo”, afirma King. Segundo ele, os escritores que abusam de substâncias sejam elas licitas ou ilícitas são apenas viciados. “Qualquer discurso de que drogas e álcool são necessários para encontrar uma maior sensibilidade é besteira.

16. Entenda que a escrita não é telepatia.

“Todas as artes dependem de algum grau de telepatia, mas acredito que escrever é sua pura essência”. Ou seja, King, diz que um dos mais importantes elementos da escrita é a transferência. O trabalho não são apenas as palavras na página, mas sim a transferência de ideias da sua mente para a mente dos leitores. “As palavras são só o meio pelo qual a transferência ocorre”. O autor duvida que exista algo mais prazeroso do que fazer sentido na vida do outro através do que expressamos.

17. Leve sua escrita a sério ou qualquer atividade a qual você se dedique.

“Você pode abordar o ato de escrever com nervosismo, excitação, esperança ou desespero”, afirma King. “Faça isso de qualquer forma, mesmo sem seriedade”. Se não quer levar a sua escrita a sério, ele sugere que feche seu livro e vá se dedicar a outra coisa. Isso serve para qualquer outra atividade do qual você se dedica, se não levar a sério, tente outra coisa.

18. Escreva todo dia.

“Uma vez que eu começo a trabalhar em um projeto, eu não paro e não diminuo o ritmo, a menos que precise”, diz King. “Se eu não escrevo todo dia, os personagens começam a fugir da minha mente….Quando o trabalho passa a ser uma obrigação é como “beijar a morte”, o melhor conselho é trabalhar com uma palavra por vez. Ou seja, trabalhe etapa por etapa, vença cada capitulo ao invés de tentar escrever tudo de uma só. vez Isso serve para qualquer coisa que você queira vencer na vida, suba degrau por degrau, tenho certeza que a vista será mais sublime se cada degrau por subido ao invés de pulado. Uma vez ouvi um conselho muito sábio que me dizia para parar de escalar a escada, o melhor é subir ela aos poucos.

19. Termine o seu rascunho em 3 meses.

King gosta de escrever 10 páginas por dia no período de três meses, isso soma cerca de 180.000 palavras. “O primeiro rascunho de um livro mesmo o de um longo, não deve levar mais dois a três meses, o tempo de uma estação”, ele diz. Se você precisar gastar mais tempo em seu trabalho, King acredita que começará a ganhar um ar estranho que pode azedar o desfecho.

20. Tenha coragem de fazer cortes.

Ao revisar, autores geralmente têm dificuldade de descartar palavras que passaram muito tempo se dedicando. Mas ele aconselha ao desapego, mesmo que parta o coração egocêntrico do escritor, é preciso desapegar de algumas partes. Embora uma revisão seja umas partes mais complicadas do ato de escrever é preciso deixar de fora todas as partes chatas e repetidas para que a história possa fluir.

21. Quando terminar de escrever, afasta-se por um tempo.

King aconselha pelo menos seis semanas para dar um tempo para se recuperar de uma história escrita. Como uma desintoxicação daquela história, dos personagens, da trama para que o escritor possa aos poucos retornar para o mundo exterior de fato. Já que escrever uma história exige desapegar-se do mundo exterior por alguns momentos ao terminar é preciso desfazer os vínculos afetivos que são tecidos com os seus personagens, ou seja, toda criação exige um tempo de contemplação. É preciso clarear a mente para amarrar as pontas soltas do enredo ou melhorar o desenvolvimento dos personagens. Ele pontua que a percepção inicial de um escritor sobre um personagem pode ser tão distorcida quanto a do leitor, por isso afastar-se para poder reler trará mais contornos e qualidades ao texto.

22. Continue casado, seja saudável e viva uma boa vida.

King atribuiu o seu sucesso a duas coisas: sua saúde física e ao seu casamento. “A combinação de um corpo saudável e de uma relação estável traz equilíbrio não só em sua vida, mas também estabilidade para sua escrita. O mais importante é manter-se humano, veja pessoas , viaje enfim viva.

Por Bruna Girardi Dalmas Via Recortes


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